(Mote de Asa Branca do Ceará)
Na soma das minhas eras
Eu já cheguei a setenta
A mente já não aguenta
Carregar tantas quimeras
Pois com tantas primaveras
Olho para o meu jardim
Em vez dum pé de alecrim
Só enxergo desenganos
Depois dos setenta anos
É ela quem manda em mim.
Mocidade, moça bela,
Com o tempo foi se afastando
E por querer desbotando
Cores da minha aquarela
A dentição amarela
(Já foi da cor de alfenim)
A mulher diz não ou sim
Na decisão dos meus planos
Depois dos setenta anos
É ela quem manda em mim.
Quando vou sair de casa
A mulher já recomenda:
- Volte logo pra merenda
Veja se não se atrasa!
Eu saio com o peito em brasa
Doido pra tomar um Gim
Mas vou tomar Buferin
Para evitar novos danos
Depois dos setenta anos
É ela quem manda em mim.
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho, 15/08/2011.
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